domingo, 21 de fevereiro de 2010

Filipinas: casas noturnas proíbem que clientes cantem 'My way' no karaokê
A música "My way", imortalizada na voz do cantor americano Frank Sinatra (morto em 1998) foi retirada da lista dos karaokês das casas noturnas das Filipinas, na Ásia. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela "BBC". Os motivos da saída da canção são os casos de violência envolvendo pessoas que cantavam (ou tentavam) cantá-la nos recintos.
Pelo menos seis pessoas morreram em brigas, após chacotas, discussões e brigas nos bares do país. Segundo Ronald Tolentino, especialista em cultura popular da Universidade das Filipinas, a maioria dos casos envolve homens adultos e embriagados e o teor da letra de "My way" pode ter motivado os tumultos.
"Ela fala no triunfo sobre a adversidade especialmente entre homens mais velhos e costuma ser a última canção da noite. No final, as pessoas já estão bêbadas, sentem-se corajosas, e podem entrar em uma grande briga por causa disso", afirmou.
Veja abaixo um vídeo com Frank Sinatra cantando "My Way", versão de Paul Anka para a canção francesa "Comme d'habitude", de Claude François



http://www.sidneyrezende.com/blog/sidneyrezende
"Maravilhas fluidas da imaginação"
(Fernando Pessoa)

sábado, 6 de fevereiro de 2010


Nota do autor: obs.: essas fotos selecionadas que aparecem nessa apresentação, estavam disponibilizadas na Internet, e são TODAS de pessoas chamadas BRUNA...

Assista e ouça: BRUNA

Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=BPnAJ_m3QWk

(quem desejar enviaremos o arquivo em MP3)

Música nova...
depois de “LEBLON”, agora nasce mais essa parceria: “ BRUNA ”

BRUNA
Murilo Mauhá e Nilton Bustamante

Sigo caminhando por todas as ruas
Por todas as nuvens
Em sua direção
São assim os meus dias, minhas tardes corridas
E a poesia lembrar
A esperar um beijo seu
A se perder junto ao meu
Pra nunca mais voltar
É por isso que eu sinto
Que a felicidade fez casa em nosso viver
É por isso que eu sinto
Que o meu amor é maior quando perto de você
Bem perto de você, Bruna...

Conheça Murilo Mauhá no site:
http://www.globalshow.com.br/

sábado, 9 de janeiro de 2010






BUENA VISTA SOCIAL CLUB

Nilton Bustamante



Ternos de linho – ou qualquer um-, jovens que se esqueceram de envelhecer, chapéus Panamá - ou qualquer um-, sentam-se em cadeiras domesticadas.

A calçada é passarela à espera da noite que virá – sempre vem.

Os olhares no aparente vazio vêem o que custa passar. Parece filme que ao chegar ao final, inicia-se em contínuo ritmo sem tempo de acabar. Cada qual entende o que outro sabe, o que o outro vê, e sorrisos nos cantos dos lábios, nos cantos dos olhares, despontam disfarçados.

Passa pelo caminho carrinho de mão, conduzido por mãos calejadas, buscam a direção de alguns trocados. E os sobrados são sombrios, são imponentes, morrem em pé, sem se deixar dar o gosto da terra. Um homem, sozinho, no terraço, equilibrando-se no vazio, parece falar com muitos, parece ouvir os mundos, parece sorrir como quem acaba de gozar, e por um instante a química da felicidade se esparrama corpo a fora. Logo mais uma mulher, fuma solene um charuto, vassoura às mãos, varre, varre, nada mais há para varrer, mesmo assim, ela continua – quando não há a entrega ao costume, há a fadiga. Carros antigos estacionados ao meio-fio estão mais para serem apreciados do que propriamente conduzidos, estão mais para não serem importunados em sofridas aposentadorias. Centenas de homens, outras de mulheres, pelas ruas à espera das migalhas das filas das filhas, das filhas, da Gran Revolución. Meninos, pés descalços, correm atrás do sonho esférico, chutam o mundo. Nas fronteiras das partidas suicidas, ondas insistem altas, querem espiar o que se passa na ilha, insistem, insistem... mas, dão-se contra os paredões; os mesmos paredões aos que insistem.

Há de se resistir, há de se abraçar com carinho a música, bebida da alma, para contradizer, porque tudo fica muito áspero, fica muito piada de mal gosto, a graça fica toda nas mãos dos senhores da terra, e a história já cansou de mostrar as mesmas letras, as mesmas insânias, dos ouros reluzentes das bocas do poder, que riem feito hienas.

Um homem pára diante da câmera, fica estátua, personalidade, encara a lente, se faz de oficial de todas as patentes, e não se distrai. Outro, perto dali, roda um latão, faz pião, roda, roda, roda, mostra que sabe lidar com os movimentos, tudo ao alcance das mãos, menos das bananas que descarregam do caminhão. A fome ronda, ronda, ronda...

E os senhores, jovens que se esqueceram de envelhecer, pegam seus violões, contrabaixos, percussões, letras e poesias e sentida dor. Abraçam a noite namorada, e cantam, e tanto, e quanto podem, que fazem mesmo todos acreditarem que tudo ali foi feito com carinhosa encenação, serviu apenas como cenário para a música, para Buena Vista Social Club cantar para o povo se remexer, dançar e sonhar na areia do mar...

Agradeço aos assinantes deste blog os elogios e a leitura que tanto me previlegia e analtece. Com o meu especial carinho a todos o meu abr...