terça-feira, 10 de julho de 2007


Loucura
(Neyde Noronha)

Distante, indiferente
trouxe vida e se afastou
Passou por perto
disse até logo, prometeu voltar,
não voltou.
O tempo passou
O prazo findou
Não veio a vida
Não veio o amor
O encanto criou nós
em sonhos esmagados
pelo desejo que se foi.
Sentimentos profundos
Noite e dia
Dias e noites em vão
Solidão, tempo, vácuo sem fim
Compreender, impossível
Sonhar nunca mais
Viver outro sonho, loucura!
Adeus amor...

*****

sábado, 7 de julho de 2007


Imagem da Felicidade


(Neyde Noronha)

Sorrisos na chegada

Tristeza na partida

Páscoa de 2002

Surpresas

Alegrias

Festa no coração

Alexandre, meu filho

Vai e vem...

Andarilho a trabalho

Desde cedo sente o mundo

Primeira despedida aos 13 anos

Mãe em depressão-Canadá em jornada de sete meses

A primeira...

Desde então, viagens e mais viagens

Seriedade ao encarar a vida

Aventura e trabalho

Caminham juntos com você.

Meu andarilho, viajante segue o seu caminho determinado

Vai e vemSeguro, com muito amor

Saudades de sua Mãe.


(Dedicada a meu filhoAlexandre de Noronha Dzelme)


*****

Ilusão


(Neyde Noronha)

Sinto a ilusão de uma vida perdida no vazio

de um sonho que não se realizou.

Passado e futuro,

esqueço o presente,

com vontade de sonhar

com uma noite linda, sem o ar quente que aquece a minha boca,

cala a minha voz,

sufoca o meu coração


****
Terrível dia!
Lembranças não se apagam
Veias contorcidas de dor e ódio
Ópio, álcool, caminham juntos
Mulher sem defesa
Amor no sentimento
Mágoa que machuca
Coração aflito
Partido de dor
Fuga, nada adiantou
Esquecer nunca
Medo do inevitável
Continua
Acorrentado se entregou
Tantas dores
Sofrimentos
DúvidaPorque?
Olhos lacrimejantes
Diz: Amanhã trabalho
Hoje, a dor de quem sofre lembranças, pancadas
Acreditava ter visto estrelas, dentro das retinas
Serão os anjos, que acompanham a dor sofrida?
SoluçãoNenhuma
E, do nada, a vida se esmorece
Mais triste a cada dia
Menos vida
Menos alguém
Talvez,
talvez, eu...
(Neyde Noronha)
*****
História de Maria
Quando conheci Maria
desconheciasua dependência
Tão faceira e cuidadosa resolveu se tratar
Não quis mais fumar sequer um cigarro
" Tentei"- disse- me ela
Fez de tudo
Até terapia
Os dedos roia
Ficava com fome
Mascava chiclete
Mordia o lençol
Mas a sua solidão aumentava
Maria coitada quase sem unhas
Faceira como sempre
Descupava-se a si mesma
Fumar menos, não deu certo
Tornou-se fumante, de cigarro apagado
Contudo, não sente mais o seu próprio cheiro
Não vê o maço
Senta-se na cama como num jazigo
Trêmula, seca e curvada
Sempre a tossir
Noite inteira
Engasga-se
Agora, sozinha
Na mesma solidão.
(Neyde Noronha)
*****
Guarda a minha Paz
Com amor no coração
Preencho a minha vida
E cada momento é uma festa
Sua voz ao meu ouvido
Palavras carinhosas
Sons reservados para mim
Caminho com você
Fecho os meus olhos
Vejo a face de um amor constante
Que guarda a minha paz
(Neyde Noronha)
****
Foi assim...
(Neyde Noronha)
Foi assim...
As minhas fantasias acabaram
Sonhos, ilusões, perdiam-se no dia-a-dia
Perdi o costume de me apaixonar
Perdi a paciência de ouvir a bonita voz ao telefone
Não menti que gostaria que estivesse comigo
Com convicção, pedia respostas
Fidelidade, achava impossível
Meus impulsos diziam que havia de esperar
Sempre teria muito a dizer
A sentir
Mas tudo foi muito rápido.
Respostas vieram

Hoje
Perguntas não serão mais feitas
Promessas nem pensar
Me esquivo de todas elas
Mesmo de quem marcou o meu sonhar
Não, não quero ouvir mais o telefone tocar
Na mesma hora
Depois que ela voltou
Ele emudeceu

Previa

Um objeto
Vive e morre
Na impossibilidade
Do sonho que poderia ser possível
A esperança de um abraço
Então
Nunca haveria de acontecer
Este amor
Nunca seria de verdade, afinal
Solidão possível
Desabafo a minha dor
Deito-me, simplesmente
Penso no sono da paz
No amor
De quem nunca me sentiu
Mas também, não mentiu.

27 de novembro de 2005

********
Tela pintada por neydenoronha

Feridas
(Neyde Noronha)
Sentada a beira de um riacho
seu pensamento volta ao passado.
Reflete sobre sua angustia,
relembra a felicidade.
Seu encontro com o novo.
Em paz, escuta o ruído das aves,
das águas, do som que vem de longe,
da música que deseja ouvir.
De onde virão tantas esperanças!
Sonha
Acredita
Medita
Deita-se, fecha os olhos
Pensa...
De onde vieram tantas feridas?
Ainda escuta o suave som,
Que sabe de onde vem
De um sonho desfeito
Tenta se recuperar
Sente força, confiante se acalma na coragem
Controla-se...
Não deseja se machucar
Escreve em seu livro de vida que o futuro é hoje
Levanta-se
Volta para casa.
*****

Faleceu em Mim
(Neyde Noronha)
Faleceu em mim o sentimento de esperar
A esperança de acolher
O objetivo
Faleceu, morrendo de dor
Um coração cheio de vida
Que amou com sentimentos ingênuos
Fiel aos valores humanos
Mas não resistiu
Faleceu em mim o despudor de me expor
Corpo e alma
Para alguém que sempre desejei
Faleceu em mim
A vontade de ficar ao lado da esperança
De me sentir amada
De falar de amor
Faleceu, então
Um coração jamais triste
Que aprendeu a ser só
Que viveu glórias,
Mentiras e verdades
Que batia forte
Em um peito cheio de vida
Faleceu em mim a música que ouvia
E pensava que fosse para mim
Nada resistiu no meu sonho de mulher
À mercê dos dias que passaram
Parti, sem me despedir
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Exumação
(Neyde Noronha)
Percorremos as estradas da vida
Caminhamos juntos
Vivemos o tempo
Foram anos e anos
Dores, alegrias
Desavenças e paz
Em épocas diferentes
Sei contar como foi
Só não onde estão agora
Hoje pela manhã vi seus restos
Pude me aproximar fisicamente de vocês.
De minutos em minutos
Um pássaro vinha para perto de mim
Com o seu canto
Algo desejava me dizer
O que não soube interpretar:
Finalmente
Fizemos outra caminhada
Cinco urnas, na mão de três
Saímos e vocês ficaram
Porém, saímos juntos
Uma família
Primeira,
segunda,
terceira geração
Juntos na vida e na despedida
Minha avó, meu avô, sobrinho, pai e mãe
A saudade presente
Vocês ausentes.
*****

domingo, 1 de julho de 2007

"Sonho que se sonha só, é só um sonho. Sonho que se sonha junto, é
realidade." (Raul Seixas)

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Esperança
A gente se perde num dia
A gente se perde na dor
A gente se perde sem causa
A gente se perde no amor
Passo o tempo, encantada
Com risos e brincadeiras
Levo comigo as minhas fantasias
Acredito na vida
No vento, no tempo e na esperança
Ela que passa rasteira
Deixando um rastro de luz
Não fujo de sua magia
Nem dos meu desejos
E, tenho a certeza
De que outros dias virão
Por isto vou dar rasteira
Na minha solidão
(Neyde Noronha)
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Ecos do fim

Tentei afastar em vão
O pesadelo e a solidão
Ecos do passado
Guardiões silenciosos
Vigiam a paz
Que insisto em perseguir
O sonho se transforma em real
Enquanto fantasmas vigilantes
Dominam a noite
Ecos de mim
Se esvaem em lágrimas
Pela saudade que deixaste

Nunca mais!

Realidade cruel
Trouxe de volta a dor
Ciladas e mentiras
Ecos de sentimentos
Perfil jamais visto
Intrigas, sem fim
Som Sinos
Olhar de minha'alma
Mingua
Vítima oculta
Em morte prematura
Ecos do fim
15.6.2004
Neyde Noronha
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Um Anjo então seria
Ou uma fada cantante
Continuaria a desafiar
O solitário homem
Sua harpa soa, lindamente
Declama os seus versos
Porque deles faz o seu canto
Esta tudo pronto para constantes sonetos
Delírios de sonhadores
Que alongam o amanhecer
Na madrugada
Não mais tão fria
Com você
(Neyde Noronha)

sábado, 9 de junho de 2007


Doce Remanso

Encanto do meu coração
Antes abraçavas minha alma.
Por onde andas agora?
Se a natureza é a mesma!
Porque tu me abandonastes?
Tu não és mais o meu meigo remanso

Não sei mais o teu nome
Apenas a certeza
De que estas no teu leito de paz
Luz, Crepúsculo

Tão manso no horizonte
Desenha o teu espaço permanente
No coração dos amantes
Doce remanso
Linha do horizonte
Pedaço de mim
Desenho o teu contorno

Deixo fluir as tuas cores
Virei regar-te todos os dias
Todas as manhãs
Chorarei tuas lembranças

Traga-me o teu manto
Estou com frio.
Deixa-me um cobertor

Se não posso ter felicidade
Mata a saudade que tenho em mim

(Neyde Noronha)
Desperta o meu ser

Neste porto encoberto pela neblina
Um coração bate forte
Angustiado pela tua ausência
Buscar-te, não o farei
Mas espero, com paciência
Viver ao teu lado
Libertar-me das amarras que me afligem
Tenho dúvidas,tenho dívidas
Com aqueles que aqui estão
Algum dia, talvez
Possa o destino levar-me para bem longe
Onde a saudade será maior
Que o próprio desespero
Um coração perdido
Desperta para sempre
Em vez de procurar me oferecer
Quero me amar
Para te fazer feliz
Tão amante
Verdadeiro
Todo meu

Desperta o meu ser

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segunda-feira, 14 de maio de 2007

De vez em quando

De vez em quando
Você aprende a diferença!
Fora o dia de hoje,
Você fez sempre o possível
Para me compreender.

De vez em quando você me vê ,
Me olha, me deseja
Fora o dia de hoje,
Você nem sequer me olhou
Para me entender

De vez em quando você

Vem para perto de mim,
Diz que me ama
Fora o dia de hoje,
Não disse que me amava,
Para me fazer feliz

De vez em quando sou trapezista
De vez em quando sou colombina
De vez em quando sou artista
De vez em quando sou sua amante

Fora o dia de hoje,
Nada sou para você.


*****




Delírios de domingo 1
Não sou mais romântica!
Meu romantismo se fo
iSubiu ao céu
Sentiu-se abandonado
Desesperado fugiu
Algo me diz que alguém se insinua para mim

Paixão, amizade, tesão, emoção, do que?
Que coisa é esta que mexe tanto comigo!
Nos meus pensamentos me pergunto
Porque me cativar?
Não quero mais amar!

Romantismo, novamente
Paixão enrustida, ainda serei romântica?
Nem pois, nem pois pois
Conheço o seu rosto!
Nunca senti a sua pele, paixão virtual

"O que é isto, menina, sentes amor pelo monitor?
Dizem que isto não faz bem
Perderás o contato com as pessoas!
Viverás nas trevas do espaço cibernético, irão te internar
Louca, ah!
Te apaixonastes por alguém outra vez?

Incansável coração,Por alguém que nunca vistes
Deixemos para lá"
Por que pergunto, eu
Por que? Insisto
Não me respondem
Mas em um canto isolado do meu coração
Penso que alguém vive em mim
Que eu tenha enlouquecido, talvez
Romântica, outra vez

Bolas
Abandono o abstrato
Agora somos duas figuras
Ele está aqui, comigo, no meu monitor!
Da minha Janela

Uma Jóia Sagrada esperava o sol da sua janela e brilhava nas manhãs de maio...
"Sentia-se a mais sagrada de todas"

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Culpa

Não me faças sentir culpada...
Não vou te exigir nada
Sabes bem o que sentes
Também gosto de estar contigo
Sentir tuas palavras
Teus dizerem sentidos

Vem ter a mim como verdade
Não creio que pequenas falhas
Possam nos afastar
Ouço esta música me sensibilizo
Vejo a tua foto
Sinto saudades
De alguém que nunca tive

Estarei aqui, bem perto de ti
Porque somos alguém
Somos verdade
O vagar pelos nossos sonhos
A procura
De alguém para amar

****

terça-feira, 1 de maio de 2007

"There is more hunger for love and appreciation in this world
than for bread...." -Mother Teresa


http://br.geocities.com/paralelo_30/index.htm

http://www.artwanted.com/neydenoronha

http://www.litereart.org.br/

http://www.delnerobookstore.com/e_books_tradicionais/estacoes.exe

http://cochichar-te.blogspot.com/
Cores para dizer que te amo










Encontrei no azul a cor dos seus olhos

Tintas que se misturam como nós em nossos lençóis, quanto os nossos corpos se entrelaçam.

A serenidade e a paz estão descritas na cor luminosa do carmim, envolvida com um pouco de violeta e ao mesmo tempo de amarelo limão e branca .

Dentro de um círculo, a cor verde me fala de esperança, sentimento de quando pintava

- É o Amor.

Mas a esperança dentro de um círculo se mostra presa a uma dúvida qualquer. Azul-cobalto com um pouco de turquesa e cerúlea se encontraram com a branca."

Assim como nós nos encontramos nos nossos sonhos".

Círculos e mais círculos, se jogam como os infantes- Lembra a criança conhecendo o seu corpo, o seu sexo.

Os adultos desenham um círculo como forma da concretização do que sentem - O prazer.

O Artista, sugere um quadrado informal azul celeste que me faz lembrar, mais uma vez, a cor dos seus olhos.

Procuro uma foto sua, mas a sua ausência me cala, procuro a música como companheira, a pintura, também.

Sempre sonhar com o dia de amanhã e uma promessa feita a mim.

De Konning, o Artista- Suas obras conheço algumas, são inovadoras aquelas que vi.

Gosto tanto delas como gosto de mim, porque são coloridas.

Nas palavras tento criar para te dizer alguma coisa, e dizer que te amo.

Porque só consigo criar quando estou amando ou sofrendo.

Pós- Sofrimento nada faço a não ser deixar passar o tempo para esquecer.

Nesta pequena pausa vou descansar

Para amanhã voltar a pensar em ti.

6/8/05














Coração Partido (2)


Tudo o que acontece
"Poxa Vida!"
Tenho culpa

Pintei meus cabelos de vermelho
Comprei uma Toyota
Deitei e rolei
Sai do eixo
Que idiota!
Fiquei sem ti

Tão ferida
Coração partido
Em pedaços

Peço perdão

Se não me perdoar
Mais uma vez
Fico sem ti
Seguindo a minha sina
Por um deslize, apenas!

Se quiser
Posso riscar
O teu nome
Na areia ou no mar
Na madrugada
Sem chorar

Fevereiro, 2006

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Agradeço aos assinantes deste blog os elogios e a leitura que tanto me previlegia e analtece. Com o meu especial carinho a todos o meu abr...