quarta-feira, 28 de setembro de 2011

                                             Cores para dizer que te amo
                                                                Abstration-1950-De Konning      
                                                                   
                                                                  (Neyde Noronha) 
 Encontrei no azul a cor dos seus olhos
 cores que se misturam como nós em nossos lençóis, 
quando os nossos corpos se entrelaçam. 

A serenidade e a paz estão descritas na cor luminosa do carmim, envolvida com um pouco de violeta, ao mesmo tempo de amarelo limão e branca. 
Dentro de um círculo, a cor verde me fala de esperança, sentimento de quando pintava 
 É o Amor.  
Mas a esperança dentro de um círculo se mostra presa a uma dúvida qualquer. 


Azul-cobalto com um pouco de turquesa e cerúlea se encontraram com a branca.
" Assim como nós nos encontramos nos nossos sonhos".


Círculos e mais círculos, se jogam como os infantes
- Lembram  crianças conhecendo  seus corpos,  seus sexo. 


Adultos desenham um círculo como forma da concretização do que sentem
 - O prazer. 


O Artista, sugere um quadrado informal azul celeste que me faz lembrar, mais uma vez, a cor dos seus olhos.
Procuro uma foto sua, mas a sua ausência me cala,
 procuro a música também, como companheira.

Sempre a sonhar com o dia de amanhã e uma promessa feita a mim.

De Konning, o Artista
- Suas obras conheço algumas, são inovadoras aquelas que vi. 
 Gosto tanto delas como gosto de mim, porque são coloridas. 


Nas palavras tento criar para te dizer alguma coisa,  dizer que te amo.
Porque só consigo criar quando estou amando ou sofrendo.
Pós- Sofrimento nada faço a não ser deixar passar o tempo para esquecer. 


Nesta pequena pausa vou descansar
Para amanhã voltar a pensar em ti.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

                                             Penumbras

(Isidro Beleza)

Há silêncios que tudo dizem
Há palavras que valem nada
Quando nas palavras dos silêncios
Nada se diz... de tudo se fala.
Nos encontros das emoções
Nada se diz mas tudo se sente
Pois, nos abraços das paixões
Vivem-se momentos de ilusões
De sonhos de vida, de amor ausente.
E tudo se perde, tudo se esfuma
Na busca do romance, da aventura
Quando nas ondas de alva espuma
Se espraia a mais doce ternura...
 E porque a vida é feita d' emoções
De sonhos, de desejos, de momentos
Onde fervilham paixões, sentimentos
Que se perdem no frémito das ilusões...
No silêncio das palavras murmuramos
Segredos p' ra quem sonhamos...
E no azul do céu, no verde azulado do mar
No brilho desse olhar, no teu sorrir colorido
No arco-íris da esperança, no horizonte perdido
Há vida, há amor, há marés... a navegar.

Isidro Beleza- Sobre o Autor
Director de Serviço na empresa Inspecção-Geral da Educação do Norte 


Estudou Filosofia na instituição de ensino Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Fala língua portuguesa, língua francesa e língua inglesa
Mora em Castelo de Paiva
De Castelo de Paiva/Portugal

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Impossibilidade
Palavra que transmite um certo vazio
Invasora da esperança 
Mas o que fazer se o impossível é real! 
Apenas imaginável Mostra verdades 
Em sonhos que não são mais esperanças!
Para muitos
 Apenas, companheiras da saudade. 

Nan Noronha

sábado, 17 de setembro de 2011


PINTOR

( Neyde Noronha )
Pintor alma gêmea na busca, na inquietação 
No dia a dia, planos e projetos.
Pintor, pensador noturno que vagueia 
na noite em busca de inspiração 

A boêmia, sua atração... 

Pintor não tem nada para dizer 
Quando chegar a casa de cabeça baixa 

Não, não irá madrugar... 

Pintor deixa sua marca nos espaços coletivos, 
Na alma de toda gente
Sente mais do que ninguém
sabe o que é passado, o que é saudade,
felicidade e solidão.

Pintor/Esperança 

Um tom a mais lhe transporta a
uma pincelada de fantasia

Isto lhe faz sorrir... 

Viver sua vida, acampar na sua imaginação
Na imagem de alguém que ficou ou se foi
Viajar nos sonhos 
Buscar o futuro ou estacionar no presente.

Ai pintor de alma pura...

Não chore de saudade, não
Vá descansar 
Para sonhar acordado outra vez
-Amanhã -

domingo, 21 de agosto de 2011

Assim como deixamos abertas as portas e disponíveis os sentimentos para receber a chegada de um amor, devemos deixar livre a passagem para que serenamente se vá quando chegada a hora.
Marina Colassanti

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

                                                                                 
 Quando o sol bater
 Na janela do teu quarto
 Lembra e vê
 Que o caminho é um só.
 Por que esperar se podemos começar tudo de novo
 Agora mesmo
 A humanidade é desumana
 Mas ainda temos chance
 O sol nasce pra todos
 Só não sabe quem não quer.
 Quando o sol bater
 Na janela do teu quarto
 Lembra e vê
 Que o caminho é um só.
 Até bem pouco tempo atrás
 Poderíamos mudar o mundo
 Quem roubou nossa coragem?
 Tudo é dor
 E toda dor vem do desejo
 De não sentirmos dor.
 Quando o sol bater
 Na janela do teu quarto
 Lembra e vê
 Que o caminho é um só.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

GENTE ENLUARADA
 NALDOVELHO
  Gente enluarada gosta de viajar nas funduras, tem mania de desentranhar coisas do seu e de muitos umbigos, e costuma ficar ruminando o silêncio até ter dele seus significados. Gente enluarada tem os olhos marejados pela nostalgia das escolhas que não foi capaz de fazer, da saudade que não consegue esconder e das madrugadas encharcadas de solidão e orvalho. Gente enluarada precisa conviver com as águas e traz nas mãos sementes de faz de conta, macera palavras noite e dia, só para poder contar histórias, embaraçar enredos, resgatar memórias. Gente enluarada costuma ter vida sofrida, mas consegue sempre sobreviver à ruína e de portas e janelas escancaradas constrói a cada dia um sonho, coisa mais linda de se ver.
                                                                As quatro estações
                                                               ( Neyde Noronha )
A Joia Sagrada esperava o Sol através de sua janela - Sentia-se a mais sagrada de todas. Aquela presença era oportuna, eles  encontravam-se e se perguntavam que luzes seriam aquelas de tantas cores, num só universo O universo do amor. Ao passar dos dias a luz de sua vida ansiava pela primavera. Era verão: Enquanto isso o Sol brilhava pelos cantos do mundo, o Sol aparecia aos encontros permanentes permeados de felicidade em perfeita união. No mesmo verão a Joia Sagrada já não mais seria a única: Muitas histórias eram contadas, muito se ouvia. Outras Joias esperavam de suas janelas com a certeza de que o mesmo Sol viria lhes beijar os corpos com profunda emoção. Antes do outono chegar surgiu inesperadamente a " Luz da minha vida" e ele se foi O último amor da Joia Sagrada já não mostrava o seu brilho ao olhar através da janela tão cheia de anseio com o mesmo fulgor que a invadia com brilho seu sorriso o seu coração. Em sua morada ele não mais foi visto e desacreditado pela chegada do Outono, sentiu que poderia viver melhor em outro lugar. "Vendeu os seus sonhos ou os trocou por outros." A Joia Sagrada nunca mais brilhou como antes. Quantos sonhos o Sol, que sempre procura mais alguém, talvez a Lua ou Afrodite buscou ou em seguida iria buscar? Vieram as manhãs primaveris, já não mais tão belas e a Joia Sagrada se transformou em uma linda rosa com ar de despedida que encanta com o brilho da verdade, certa de que aquele Sol não lhe aquece no próximo inverno. Ainda chora, com certeza e saudades daquele tempo que jamais voltará. Despede-se daquele amor, o último de sua vida e parte também, para algum lugar em despedida.

                                                                               *****

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Só...Contigo

(Neyde Noronha)


Quantas vezes chegaste
Quantas vezes foste embora
Deito-me na relva
tão verde quanto a minha esperança

Tanto desejo reviver
O som bonito que escutava
Vinha do portal da tua terra
Depois de longa viagem
Tempos idos,
perdidos de paixão.

Tanto desejo de reviver
A tua presença
Só...contigo!

Hoje, basta-me apenas
Alimentar a memória
Consolar a angústia de tua ausência
Nas lembranças que ficaram
Do meu amor por ti.

*****

segunda-feira, 25 de julho de 2011

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Partida
(Neyde Noronha)

Doeu, em dose dupla
Coração Partido
Ilusão
Partida 

Saí de mim


                                                                  O dom da palavra
                                                                  (Neyde Noronha)
 Palavra é dom
 Castelo de areia
 Que se constrói
 Palavra não é solidão 
 É poeira, é vento e ação 
 Mutante, constrói castelos
 Derruba muros, acalenta sonhos
 Une e separa corações 

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        Não olhe para trás
  (Neyde Noronha)
 Na hora que sair
 Desligue a luz
 Feche a porta 
Não olhe para trás 
Quem quer partir 
Sente vontade 
De se esconder
 De não ser visto mais 
 Antes peça perdão 
 Agradeça a vida  
 Diga Adeus 
 Pela última vez 
 Não volta , nunca mais 

********
Nada que faltasse
(Neyde Noronha)
 Nada que faltasse
 Talvez sonhasse demais
 E não via o grande espaço
 Cheio de vitórias
Regalos dos mais diversos
 Infinitas ofertas
 Os sonhos eram puros
Uma galeria de arte
 Um amor constante
Uma vida igual aquela
 Onde nada faltaria

 Assim se foram eles
Não vale correr atrás

 Sozinha
Nesta solidão

 Aonde ficaram os sonhos
 Não os encontro mais?
                                Pela última vez
                                                                    (Neyde Noronha)
 Sonhei que vi alguém
Me chamando, dizendo coisas
 Que nunca ouvi dizer
 Como há muito não sonhava 
 Pensei que este alguém 
 Calaria o meu choro 
 Que nada!
 Ainda acordada
 Sonhava! 
Tentei, pela segunda vez
 Ele nada dizia 
 Nada falava 

Acabava de matar o meu amor.
 Assustada
 Com a rejeição
 Jurei nunca mais nele pensar 
Tomou o rumo 
De sua misteriosa vivência
 Se foi Dizendo, obrigado 
Pela última vez

 *********
Ecos do fim
(Neyde Noronha) 
 Tentei afastar em vão
 O pesadelo e a solidão 
 Ecos do passado
 Guardiões silenciosos
 Vigiam a paz 
 Que insisto em perseguir 
 O sonho se transforma em real
 Enquanto fantasmas vigilantes
 Dominam a noite Ecos de mim 
 Se esvaem em lágrimas 
 Pela saudade que deixaste
 Nunca mais! 
 Realidade cruel 
 Trouxe de volta a dor
 Ciladas e mentiras 
 Ecos de sentimentos
 Perfil jamais visto, Intrigas, sem fim.
 Som 
 Sinos 
 Olhar de minha'alma
 Mingua 
 Vítima oculta
 Em morte prematura
 Ecos do fim

Agradeço aos assinantes deste blog os elogios e a leitura que tanto me previlegia e analtece. Com o meu especial carinho a todos o meu abr...