sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009



Falcatruas e piratagem


Neyde Noronha


Assíria parecia a tal

com total descontração

e seu jeito de falar


Seu espírito de porco

sempre quis abafar

Julgava-se a maior

Não conhecia a humildade


Certa vez

com orgulho ferido

pela traição

deixou em prosa e verso

a máscara de sua mágoa


Enganou-se e a todos

Ela e o seu tão amado Egroj

Por algum tempo se esconderam

Mas só ela apareceu


Mentiras e mais mentiras

falcatruas e piratagem

Na luz do dia ou na noite

Vivem juntos no ICQ


(Dedicado a duas pessoas sem humildade)


24/07/2004

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009




Desejos espalhados

Neyde Noronha

Pensa e fala o que sente vontade

Absorve o colorido e o sol com sua energia

Ama escrever ouvindo música

Tem muito o que dizer

O cheiro do jasmim a fascina

Tão simples


Não percebe quando se sente inútil

Às vezes descobre muito tarde

Quer saber o sentido daquele beijo

Se é sincero ou falso

Só consegue saber, cansada de se doar


Tem o ar e a sua própria vida como companhia

Deixa os seus desejos espalhados nos sonhos

Mas só crê neles quando são verdadeiros

Ditos em voz alta

São seus, em seus sentidos


Quer saber o sentido da vida

Com amor

Com alguém que a ame

Como pensa sentir

Quer saber de quem gosta

E quem gosta dela


Para escrever mais

Pintar mais

Desejar mais
No Segredo
(Neyde Noronha)

Que vontade de chorar
A música me envolve
Um elo entre o meu sofrimento
E este momento

Tantas vezes penso

O que estaria fazendo hoje
Se tudo fosse diferente
Olhar o tempo que corre

A ventania que passa rasteira

O que será de mim amanhã
Sem o beijo que tanto quero
Sem o olhar que me preocupa
Me diz algo no silêncio
Qual não entendo
No segredo
Na própria essência do encontro

Queria terminar sem chorar

Escrever mais e mais
Pintar mais com a ilusão
Vencer esta angústia

Tanta graça tem a vida

Quero tanto aproveitá-la
Mas não entendo ela quer me dizer

Quando alguém não quer

Algo terá que se perder
Pra sempre, talvez

E no sussurrar de um som sentido
A minha alma reclama
De dor
De amor

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Portão Aberto

(Neyde Noronha)
O triste olhar percorre os arredores daquela casa onde todos se reuniam junto ao portão em pequenos grupo de amigos .Feitos os deveres escolares, trocar prosas ao lado de um pequeno muro, cercado de flores, o dia-a-dia era então passado a limpo - O papo-rotina de quase todas as semanas. Ainda tentava vender santinhos para as meninas do grupo, que lá mesmo na calçada a noitinha os trocavam em dedicatórias- Para ajudar as Missões... Sonhava ser Missionária depois de ver um filme com o Gregory Peck...Sempre gostou de sorrir, muito e muito, talvez por isto se conserva mais jovem, tem voz de menininha que não cresceu, não mostra a maturidade que hoje tem, mas dá bom astral.O Bira passava de moto as quatro horas da tarde. Passear na Praia de Icaraí. Era uma festa todas as tardes, quando não saia do portão -Não desejava perder o acenar d'aquele bonito moçoSeu primeiro namorado.Lembranças do cheiro de jasmim, humm....que cheirinho gostoso, parece que sente agora!Com o passar dos anos todos se foram, não sabe onde encontrá-los, aquela turma alegre que amarrava uma linha no poste com latinhas cheias d'agua ou uma nota de dinheiro. Pessoas correndo atrás da nota, e, do outro lado tão quietinhos, como se nada soubessem, puxavam o fio! Ah, tanta coisa para contar....E a espada de São Jorge! Na vila ao lado, da janela, de braços cruzados, faziam o mesmo.Quem via a planta banhada em óleo de cozinha pensava que era uma cobra...Saudades do muro baixinho, do portão sempre aberto, dos degraus onde sentavam todos os dias. Hoje, o portão não está mais aberto. A casa abandonada, galhos de plantas nascendo no telhado, muitas grades, muito estranha, sem pintura, com grafismos. Ficamos sabendo que o mau pagador -inquilino, foi preso ( não comentar).
*****

domingo, 18 de janeiro de 2009

Poetas amantes
( Neyde Noronha)
São pedaços rasgados
Que se encontram
Na magia de um dia de sol
Ou numa noite de lua
Unem os seus corpos
Na ansiedade do encontro
No sentimento de se doar
Nas poucas horas
Que tão logo desaparecem.
Viajam nos seus sonhos em delírios de amor
Por vezes se tornam poetas
Quando encontram respostas
As suas questões
São tristes, no âmago dos seus desejos
Mas inesperadamente se separam
Como um brinquedo quebrado
Pela mão de um menino
Poetas amantes
Talvez possam chorar
Pela despedida
Agarram-se fortemente
Na esperança
De um novo encontro.
17/01/2009

sábado, 17 de janeiro de 2009



Um sonho de esperança
(Neyde Noronha)

Quisera viver um sonho de esperança
Quem não deseja o amor de alguém
Com os teus olhos
Tua boca
E o teu forte abraço.

Quisera viver contigo
Um sonho a mais para ti
Um sonho a mais para mim.

Sem mágoa alguma
Passei tempos sem te sentir
E hoje te revejo intenso
Cheio de amor para dar.

Venha para perto de mim
A tua volta
Nunca será uma esperança perdida
Ela alcança todo o meu ser.

17/01/2009


__._,_.___

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

SOLUÇO
Lágrimas de sangue
Chegam a rolar sobre a minha face
Um amor que nunca me mereceu
No vulto de uma ilusão
Que eu sempre quis

Nunca foi meu
Forte intuição
O frio da saudade
Ora se instala em mim
Cabendo apenas esta dor

Por te amar Sufoco o choro
Na falta dos seus abraços
De sua boca quente
Me pedindo mais
Um sonho foi desfeito

Sem esperança
Persisto
Persigo muito além
Ficou na saudades
Tudo o que vivi
(Neyde Noronha)1/11/2008








terça-feira, 21 de outubro de 2008

Poeta da cor
Poeta da cor. Na precisão ou imprecisão da palavra poeta ou do olhar do poeta, que ousa, que transgride, que revela sensibilidade, sem o ranço parnasiano e sem o saudosismo romântico. É cirúrgica. Na sua variedade de cores nos remete a sua originalidade, a sua criação, a sua condição de artista.Não há como enquadrá-la num movimento impressionista da cor ou no surrealismo das formas, em Neyde Noronha há sempre uma ruptura, um contraste novo, que nos leva a vários olhares e a reflexão do seu fazer artístico.Sua arte tem ritmo, tem técnica e se firma e se afirma por si só. Neyde é uma artista contemporânea.
( MARIO DE SOUSA)

Mario de Sousa é jornalista, publicitário e assessor de imprensa.

domingo, 19 de outubro de 2008

Foto: George Hamilton
Palavras de esperanças, tenho sim, mas não as uso porque não as vejo no meu horizonte, desde então. Porém creio que elas existem e por existirem tomarei conta desta intenção mais realista, para vê-las renascer em mim.

Neyde Noronha

Agradeço aos assinantes deste blog os elogios e a leitura que tanto me previlegia e analtece. Com o meu especial carinho a todos o meu abr...