quarta-feira, 24 de novembro de 2010


Nesta pedra em que me deito
e derramo a solidão
Faz-se dela meu leito
de um viver sem razão
Senti uma mão
era o grito de alguém...
Senti uma mão
vazia...
Sem impressão
Segurei-a e apertei-a contra meu peito
O que faz a solidão?...
Mão fria e indelével
que se quedou ao chão
Senti um olhar
era toque quente...
Senti um olhar
qual fogueira empedrada, jazente...
Olhar de pedra
com um brilho fugaz
onde tudo encerra
e a vida jaz
Senti o olfacto
de lagrimas caidas na terra...
Senti o olfacto
do óleo que escorre
da nossa guerra...
Essa guerra que encerra
qualquer tipo de bem querer
Insana e profana
Ergue mitos
Destrói humanos
Nela, mesmo assim
por uma vez
senti que era eu
entre os vultos ao longe...
Senti que era eu
teu timbre
anestesiado no horizonte

JC Patrão/Ianê Mello

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