quinta-feira, 10 de maio de 2018


Meu querido primo Pedro Libório. Aonde estás- Não sei...
Penso que no mistério dos nossos sonhos, estás a se aproximar da Paz que tanto procuravas e a Liberdade que conseguiu a partir da sua despedida entre nós. 
Senti uma uma imensa e profunda sensação no ato de sua passagem- Buscavas saídas, saídas e mais saídas em um navio que percorria o mar e suas profundezas. 
Nunca me esquecerei de ti meu amigo, um grande beijo foram as tuas palavras em dezembro, e me sinto tão abraçada, mas saudosa de ti. 
Não sei o quanto perdi com a tua partida talvez mais do que perdi de bens materiais. 
Mas o que importa a mim e a ti é a presença do carinho que sempre me dedicaste, da presença que se fazia até dezembro quando não mais te vi por aqui.
Agora estamos próximos em alma e coração, sentimento único, talvez, pessoa que se entregou a procura de uma LIBERDADE que conseguiu, fugindo do mal estar deste mundo tão mau, tão intenso e cheio de mentiras. 
Penso que a vida é pouco para ti, penso que nada o impedirá de ser quem é e será sempre o grande fotógrafo que deixou-se levar pela vida com o rumo escolhido por ti. 
Saudades, muitas e a certeza de que quando estiveres mais próximo de nós, de mim, os teus queridos, estejas tão feliz como o vi há alguns anos aqui no Brasil, cheio de esperança e fé e que todos aqueles que te propuseram dedicação e não te deram ou que os jogou ao lixo estejam arrependidos e que em futuro próximo possamos todos nos reencontrar em outras galáxias e outras vidas. Beijos grandes, grandes beijos meu querido primo.