domingo, 15 de abril de 2012
"Sorria, brinque, chore, beije, morra de amor, sinta, sonhe, grite e, acima de tudo, viva. O fim nem sempre é o final. A vida nem sempre é real. O passado nem sempre passou. O presente nem sempre ficou e o hoje nem sempre é agora. Tudo o que vai, volta. E se voltar é porque é feito de amor".
Reynaldo Gianecchini.
Movimento de Amor
(Neyde Noronha)
Um coração tão sem jeito
Sem o sentimento da esperança
Do reviver
Pela memória sentida
O que já foi história
Hoje sem marcar escravos
Chacinam brancos e negros
Ninguém vê
Poucos viram!
Da impiedade se fará justiça
Impiedosos serão punidos
No templo colorido das flores
Na primavera que chega
No ambiente do nosso leito
Não vamos deixar empobrecer
A nossa cultura
O nosso berço
Nossos sentidos
Tudo isso
Meditar
Sequer por momentos
A verdadeira vida que merecemos
Nestes dias tão pobres
De momentos de dor
Vamos lutar pelo" Movimento de Amor"
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sábado, 7 de abril de 2012
"Noite que chega"...
Tendo a Lua por companhia
O céu azul estrelado
Espreitando a Baía
Como que enamorado
Pela beleza que irradia
Manda um beijo apaixonado
Antes de nascer o dia...
Uma estrela cadente leva o beijo
À Baía enternecida
A Lua Cheia sorri
Ao ver cumprido o desejo...
E vendo surgir a aurora
Escondeu-se atrás do sol
E a noite foi embora
Com alguma nostalgia
Prometendo à Baía
Que em noite de Lua Nova
Até ela desceria...
(Ao correr da pena... para a Nan, do primo Isidro M. Noronha Beleza)
sábado, 31 de março de 2012
Pintura Neyde Noronha- Óleo sobre tela. Adquirido pela empresa FLORENSE
Isidro Beleza
À deriva
Uma vela rasgada
Um mar agitado
Nuvens no horizonte
Um olhar desolado
Um barco à deriva
Sem rumo e sem norte
Uma prece sentida
Um desejo de sorte...
Às ondas revoltas
Ciciam-se palavras soltas
No vento que passa...
Não há terra à vista
Não há mão que afague
A tristeza que existe
Nem chama que apague
A fé que resiste
Ao desespero, à solidão
Àquele mar
À imensidão...
E fez-se dia!
Pela janela o sol espreitou
E me acordou...
Estremeci...
E ao ver-te ali
De felicdade... sorri.
(Isidro Beleza)
sexta-feira, 30 de março de 2012
Releitura Abstrata
(Neyde Noronha)
No meu bairro encontrei uma moeda gótica
Louvei!
Pelos franzinos anos que passei.
Quando,sentia-me numa
"Solenidade da Inquisição"
Em que os penitenciados abjuravam os seus erros
Ou purificados pelo fogo
Agora, com distinção
Colhi uma planta arácea típica
Entreguei a moura
Sai correndo
Com imensa vontade de rir
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Pintura- Neyde Noronha
Título: Diálogo Árabe
Ano de 2009
Óleo sobre tela
Propriedade de Cesar Martinz Velasco
terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Desenho feito por mim na década de 80...
1) Ando pela rua Há um buraco fundo na calçada Eu caio Estou perdido...sem esperança. Não é culpa minha. Leva uma eternidade para encontrar a saída.
2) Ando pela mesma rua Há um buraco fundo na calçada Mas finjo não vê-lo. Caio nele de novo. Não posso acreditar que estou no mesmo lugar. Mas não é culpa minha. Ainda assim leva um tempão para sair.
3) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada Vejo que ele ali está Ainda assim caio.... é um hábito. Meus olhos se abrem Sei onde estou É minha culpa. Saio imediatamente.
4) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada Dou a volta.
5) Ando por outra rua.
Uma reflexão muito boa sobre mudanças, do "Livro Tibetano do viver e do morrer "
de Sogyal Rinpoche.
O seguinte poema fala a todos nós. Chama-se "Autobiografia em Cinco Capítulos".1) Ando pela rua Há um buraco fundo na calçada Eu caio Estou perdido...sem esperança. Não é culpa minha. Leva uma eternidade para encontrar a saída.
2) Ando pela mesma rua Há um buraco fundo na calçada Mas finjo não vê-lo. Caio nele de novo. Não posso acreditar que estou no mesmo lugar. Mas não é culpa minha. Ainda assim leva um tempão para sair.
3) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada Vejo que ele ali está Ainda assim caio.... é um hábito. Meus olhos se abrem Sei onde estou É minha culpa. Saio imediatamente.
4) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada Dou a volta.
5) Ando por outra rua.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
"a poesia é a expressão da autenticidade dos sentimentos porque, em primeiro lugar e antes da verdade da razão está a verdade do coração".
Isidro Beleza
Isidro Beleza- O quadro (pintura? foto?) é lindíssimo! Quanto à "definição" - assim mesmo entre aspas, porque não existe, quanto a mim uma única, mas imensas "definições ou, melhor "estados de alma" expressas em diversas formas poéticas - foi o que considero UM MOMENTO FELZ.
No ocaso da vida... namorando
Amei, amei, amei...
Perdidamente
Sem saber se era amor
Se era paixão...
Apenas sei
Que aos sentimentos entreguei
A minh'alma toda inteira
Como se numa hora derradeira
Não os pudesse reviver
Intensamente...
Ou como se amou e sentiu
O amor primeiro
E como se pensou
Jamais pudesse existir
Outro igual ou mais verdadeiro...
Mas existiram e... existem!
Outros amores, novas paixões
Outras boas loucuras
Em ardentes corações
Frémitos de vida... de emoções
De ternuras e sensações...
Cada qual como se não houvera
Ou tenha havido outro igual...
Amores!... paixões!...
Pobres daqueles que não as viveram
Daquelas que nunca as sentiram...
Com a mais profunda intensidade!
Porque perderam o melhor de suas vidas
Que será a mais pura felicidade
Quando chegar a hora da partida
O último adeus... A despedida
(Isidro Beleza)
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Ando por aqui
(Neyde Noronha)
Ando por aqui, carregando telas
Traçando linhas
Fazendo de conta
Que a vida é boa
Quando nem sempre é...
No faz de conta
Volta a felicidade
O sorriso pleno
A risada feliz
O choro esquecido
A vida plena
A saudade vivida
A dor esquecida
E alegria de volta
A esperança
Se solta por aí
E eu estou por aqui...
Pintura Neyde Noronha "AMANHECER"
sábado, 28 de janeiro de 2012
Pintura de Maria Oliveira Pinto- Varinas
Ovar/Portugal
Varinas- Ovar VARINAS são Marias
Ovar/Portugal
Varinas- Ovar VARINAS são Marias
Neyde Noronha
Mulheres que lutaram contra o regime ditatorial
Mulheres angustiadas
Tantos anos de obscurantismo
Seus gritos não eram permitidos
Nas suas veias corria o sangue do sofrimento
Passaram-se 48 anos
Seus filhos
Irmãos
A temida tropa
Alguns não voltaram
Não havia esperança
A emoção crescia ao longo destes anos
Nada conseguia apagá-las
Varinas são Mães
Varinas são Marias
Depois do dia 25 de Abril
Maria quer pintar
Maria quer pintar
Maria quer dizer
Maria quer gritar
Maria não quer sofrer
Maria quer liberdade
Maria quer amar.
Maria, Maria, Maria...
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25 de abril de 1974
Esta é a madrugada que eu esperava.
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia Mello Breyner
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Agradeço aos assinantes deste blog os elogios e a leitura que tanto me previlegia e analtece. Com o meu especial carinho a todos o meu abr...
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Agradeço aos assinantes deste blog os elogios e a leitura que tanto me previlegia e analtece. Com o meu especial carinho a todos o meu abr...
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Palavras ñ explicam o q sentimos 😭 pic.twitter.com/Ci1DRdPsnQ — 🌊🏄Far Away 🏄🌊 (@SEREIAbodyboard) February 10, 2022










