domingo, 21 de agosto de 2011

Assim como deixamos abertas as portas e disponíveis os sentimentos para receber a chegada de um amor, devemos deixar livre a passagem para que serenamente se vá quando chegada a hora.
Marina Colassanti

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

                                                                                 
 Quando o sol bater
 Na janela do teu quarto
 Lembra e vê
 Que o caminho é um só.
 Por que esperar se podemos começar tudo de novo
 Agora mesmo
 A humanidade é desumana
 Mas ainda temos chance
 O sol nasce pra todos
 Só não sabe quem não quer.
 Quando o sol bater
 Na janela do teu quarto
 Lembra e vê
 Que o caminho é um só.
 Até bem pouco tempo atrás
 Poderíamos mudar o mundo
 Quem roubou nossa coragem?
 Tudo é dor
 E toda dor vem do desejo
 De não sentirmos dor.
 Quando o sol bater
 Na janela do teu quarto
 Lembra e vê
 Que o caminho é um só.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

GENTE ENLUARADA
 NALDOVELHO
  Gente enluarada gosta de viajar nas funduras, tem mania de desentranhar coisas do seu e de muitos umbigos, e costuma ficar ruminando o silêncio até ter dele seus significados. Gente enluarada tem os olhos marejados pela nostalgia das escolhas que não foi capaz de fazer, da saudade que não consegue esconder e das madrugadas encharcadas de solidão e orvalho. Gente enluarada precisa conviver com as águas e traz nas mãos sementes de faz de conta, macera palavras noite e dia, só para poder contar histórias, embaraçar enredos, resgatar memórias. Gente enluarada costuma ter vida sofrida, mas consegue sempre sobreviver à ruína e de portas e janelas escancaradas constrói a cada dia um sonho, coisa mais linda de se ver.
                                                                As quatro estações
                                                               ( Neyde Noronha )
A Joia Sagrada esperava o Sol através de sua janela - Sentia-se a mais sagrada de todas. Aquela presença era oportuna, eles  encontravam-se e se perguntavam que luzes seriam aquelas de tantas cores, num só universo O universo do amor. Ao passar dos dias a luz de sua vida ansiava pela primavera. Era verão: Enquanto isso o Sol brilhava pelos cantos do mundo, o Sol aparecia aos encontros permanentes permeados de felicidade em perfeita união. No mesmo verão a Joia Sagrada já não mais seria a única: Muitas histórias eram contadas, muito se ouvia. Outras Joias esperavam de suas janelas com a certeza de que o mesmo Sol viria lhes beijar os corpos com profunda emoção. Antes do outono chegar surgiu inesperadamente a " Luz da minha vida" e ele se foi O último amor da Joia Sagrada já não mostrava o seu brilho ao olhar através da janela tão cheia de anseio com o mesmo fulgor que a invadia com brilho seu sorriso o seu coração. Em sua morada ele não mais foi visto e desacreditado pela chegada do Outono, sentiu que poderia viver melhor em outro lugar. "Vendeu os seus sonhos ou os trocou por outros." A Joia Sagrada nunca mais brilhou como antes. Quantos sonhos o Sol, que sempre procura mais alguém, talvez a Lua ou Afrodite buscou ou em seguida iria buscar? Vieram as manhãs primaveris, já não mais tão belas e a Joia Sagrada se transformou em uma linda rosa com ar de despedida que encanta com o brilho da verdade, certa de que aquele Sol não lhe aquece no próximo inverno. Ainda chora, com certeza e saudades daquele tempo que jamais voltará. Despede-se daquele amor, o último de sua vida e parte também, para algum lugar em despedida.

                                                                               *****

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Só...Contigo

(Neyde Noronha)


Quantas vezes chegaste
Quantas vezes foste embora
Deito-me na relva
tão verde quanto a minha esperança

Tanto desejo reviver
O som bonito que escutava
Vinha do portal da tua terra
Depois de longa viagem
Tempos idos,
perdidos de paixão.

Tanto desejo de reviver
A tua presença
Só...contigo!

Hoje, basta-me apenas
Alimentar a memória
Consolar a angústia de tua ausência
Nas lembranças que ficaram
Do meu amor por ti.

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

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Partida
(Neyde Noronha)

Doeu, em dose dupla
Coração Partido
Ilusão
Partida 

Saí de mim


                                                                  O dom da palavra
                                                                  (Neyde Noronha)
 Palavra é dom
 Castelo de areia
 Que se constrói
 Palavra não é solidão 
 É poeira, é vento e ação 
 Mutante, constrói castelos
 Derruba muros, acalenta sonhos
 Une e separa corações 

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        Não olhe para trás
  (Neyde Noronha)
 Na hora que sair
 Desligue a luz
 Feche a porta 
Não olhe para trás 
Quem quer partir 
Sente vontade 
De se esconder
 De não ser visto mais 
 Antes peça perdão 
 Agradeça a vida  
 Diga Adeus 
 Pela última vez 
 Não volta , nunca mais 

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Agradeço aos assinantes deste blog os elogios e a leitura que tanto me previlegia e analtece. Com o meu especial carinho a todos o meu abr...