sábado, 10 de dezembro de 2011

Procuro
(Neyde Noronha)
Quero negar a mim mesmo que estou alucinada
Em delírio tremes 
Em suposta depressão
Onde estará aquele que me fez sair de mim
Soltar as amarras que me prendem a razão? 

Investi na miserável maneira de acreditar
- Oh! Que vida me faz ser assim !
Levar avante mais um sonho perdido
Quisera nunca ter acreditado
No mesmo delírio 
No infortúnio de amar sem ser amada

Chego de outros sonhos cansada e triste,
levando na cabeça
Olho para os lados
- Adiante Não o vejo mais
Perdi mais uma vez

O que nunca foi meu
No canto dos pássaros do amanhã
Penso jamais procurar
O que mais falta em mim.

 29/01/2007

Um comentário:

  1. Neyde,
    os poemas estão cada vez melhores - na forma e no conteúdo abstrato, sentimental!
    Um grande abraço

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