quarta-feira, 14 de abril de 2010

Gostaria de saber de quem é esta pintura, se você souber comente. Obrigado

                                                     "Minha Amiga"
                                                          (Neyde Noronha)
Se ela fosse pensar no que viveu, jamais pensaria que fosse verdade diante da rigidez que hoje ele lhe impõe através de desculpas, de tantas evasivas, de tantas formas de disfarçar o que houve como se nada tivesse acontecido. Para ele – Uma aventura- Para ela uma esperança - A crença de que algo de bom em sua vida haveria  de acontecer.
Nada aconteceu desde que foi cumprida a promessa depois de uma demonstração de carinho ao convidá-la para expor sua arte em um local  tão conhecido como ele.
Até chegar a ponto de omitir apresentações,  foi omisso em  divulgar o  nome da artista e o seu trabalho artístico, por questões pessoais. Os quadros quase não foram vistos, em apenas uma semana, um só fracasso, uma decepção a mais e livro de visitas totalmente rabiscado. Passavam no "Corredor", local  onde estavam expostos os trabalhos pessoas que nem sequer olhavam. Não houve direção, não houve, gestão, não houve "vernissage", nada, e Karol se sentiu humilhada.
O seu coração enfraqueceu, sentiu um vazio muito grande.

Mesmo assim, ela continuou com suas insinuações, pretensões, desejando muito que aquela aventura continuasse, mais e mais.No entanto, ele a cada dia se esquivava.

Karol tornou-se amarga, fez várias provocações por emails, mas nada mudava na vida dos dois, principalmente na dela, claro.

Ele continuava “bombando” na net, não deixando de lado a vaidade tão peculiar na sua figura esguia, apesar da idade. Este ano com sessenta e nove anos de estrada ele vai continuar a caminhada das conquistas, com certeza, mas faz parte da vida dele.

Karol perdeu aquela possibilidade de sonhar mais uma vez. Hoje está triste, olha-se no espelho mas não se vê como antes, quando o esperava ansiosa em sua casa. Olha e vê que os dias passaram e há dois anos que não mais sentiu aquele corpo esbelto abraçar o seu, como dois adolescentes. A aventura para ela se foi como uma ligeira tempestade que passou, não causou danos a ninguém não ser a ela, sempre por perto das lembranças no mesmo quarto, na mesma sala, no mesmo armário quando vê algumas peças de roupas que vestia para esperar aquele homem, e se despia diante do olhar cobiçado do sedutor, que ousava tantas vezes atravessar a sua vida, se aventurar por ela, se dar também até chegar o dia de esquecê-la para sempre para hoje formalmente dizer apenas: "Minha amiga".

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